Para Daugliesi Giacomasi Souza, que trabalha com projetos de interiores e decoração na DGdecor, a mesma sala pode parecer mais ampla, acolhedora ou funcional dependendo da maneira como recebe luz. Em sua atuação profissional, ela considera a relação entre diferentes elementos do ambiente, onde a posição das luminárias, a entrada de luz natural, as cores e os materiais interferem diretamente na percepção de espaços, volumes e proporções.
O que a iluminação muda em um ambiente?
Uma superfície clara tende a refletir maior quantidade de luz, enquanto materiais escuros podem absorvê-la em maior intensidade. Texturas também podem ser valorizadas ou suavizadas conforme a posição da fonte luminosa. A escolha da iluminação não deve considerar apenas a quantidade de luz disponível. É necessário observar o tipo de atividade realizada no ambiente e a maneira como os elementos serão percebidos.
Na atuação profissional de Daugliesi Giacomasi Souza, o projeto de interiores considera diferentes componentes de maneira integrada. A iluminação participa dessa composição porque interfere tanto no uso quanto na percepção dos espaços, conectando estética e funcionalidade em cada detalhe do imóvel.
Cada ambiente possui necessidades diferentes
Uma cozinha apresenta demandas distintas de um dormitório. Áreas de preparo de alimentos precisam de condições adequadas para facilitar as tarefas, enquanto quartos podem combinar iluminação geral com pontos destinados a momentos de descanso. Salas também podem receber soluções variadas, onde uma iluminação uniforme atende necessidades básicas, enquanto pontos direcionados podem valorizar objetos, quadros ou determinadas superfícies.
O design de interiores considera essas diferenças para evitar que todos os ambientes recebam exatamente a mesma solução. A escolha precisa acompanhar as características e funções de cada espaço, garantindo mais conforto e praticidade no dia a dia.
Luz natural também entra no projeto
A iluminação natural muda ao longo do dia e interfere diretamente na percepção dos ambientes. A orientação das janelas, o tamanho das aberturas, as cortinas e os materiais internos participam desse resultado. O projeto pode considerar os períodos em que cada espaço recebe maior luminosidade. Uma área utilizada para trabalho durante o dia, por exemplo, apresenta necessidades diferentes de um ambiente usado principalmente à noite.

A luz natural também modifica a percepção das cores. Revestimentos, tecidos e pinturas podem apresentar diferenças conforme a incidência luminosa, tornando importante avaliar os materiais de acordo com as condições encontradas no imóvel ao longo das diferentes horas do dia.
Como combinar estética e funcionalidade?
Uma luminária pode cumprir uma função prática e, ao mesmo tempo, participar da composição visual. Pendentes, arandelas, perfis de LED e outros recursos assumem papéis diferentes conforme as características do projeto. A aparência da peça, entretanto, não deve ser o único critério. Altura, posição, proporção e tipo de iluminação precisam estar devidamente relacionados às características do ambiente.
Uma escolha visualmente interessante pode não atender à função esperada quando instalada de maneira inadequada. Para Daugliesi Giacomasi Souza, o design de interiores está relacionado à compreensão da essência do cliente e à tradução de seus desejos em um projeto. A iluminação acompanha essa lógica ao precisar responder à função específica de cada espaço.
Iluminação participa da identidade da casa
A identidade de um ambiente não depende somente dos móveis e objetos decorativos. A forma como a luz incide sobre paredes, volumes e materiais também contribui para a atmosfera percebida. Ambientes de convivência podem utilizar diferentes pontos de luz para acompanhar situações distintas. Áreas destinadas ao descanso podem receber soluções mais suaves, enquanto locais de trabalho exigem condições compatíveis com as atividades realizadas.
Na DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza também atua com gerenciamento de obras, orçamentos e construções. Pensar a iluminação desde o planejamento permite integrá-la aos demais elementos e evita que seja tratada apenas como um detalhe acrescentado ao final da obra.
Quando iluminação, arquitetura e decoração são consideradas conjuntamente, a luz deixa de ser apenas um recurso técnico e passa a participar da experiência proporcionada pelo ambiente. Essa integração garante harmonia, praticidade e bem-estar para todas as pessoas que ocupam o espaço.