O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ampliaram para R$ 450 milhões o orçamento da chamada Mais Inovação Brasil – Subvenção Econômica. O anúncio, realizado em 16 de outubro de 2026, prevê apoio a 114 empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com foco em projetos inovadores e de risco tecnológico.
A chamada tinha orçamento inicial de R$ 300 milhões. Com a suplementação de R$ 150 milhões, será possível incluir projetos que haviam sido analisados e recomendados para contratação, mas ficaram fora da previsão orçamentária original. A medida amplia o alcance do financiamento à inovação no Brasil e direciona recursos não reembolsáveis para iniciativas empresariais com potencial de impacto tecnológico, econômico e social.
Mais empresas poderão acessar recursos para inovação
De acordo com a Finep, a chamada recebeu 587 propostas. Na segunda rodada, os recursos deverão financiar 78 projetos inovadores e de risco tecnológico. A ampliação do orçamento acrescenta outros 36 projetos à lista de iniciativas que poderão ser contratadas, totalizando 114 empresas beneficiadas.
A diferença entre o orçamento inicialmente previsto e o valor anunciado agora é importante porque permite aproveitar uma parcela maior das propostas consideradas aptas. Sem a suplementação, empresas recomendadas na avaliação permaneceriam fora da contratação por uma limitação financeira da chamada. O novo aporte, portanto, amplia o número de iniciativas que poderão avançar com apoio público.
Os recursos têm caráter não reembolsável. Isso significa que a chamada foi estruturada para apoiar projetos empresariais de inovação sem funcionar como uma operação tradicional de crédito a ser devolvida pelas empresas. Para iniciativas que envolvem risco tecnológico, esse modelo pode ser relevante, já que o desenvolvimento de uma solução inovadora envolve incertezas e nem sempre encontra financiamento convencional em condições adequadas.
Foco regional inclui Norte, Nordeste e Centro-Oeste
Outro aspecto central do anúncio é a distribuição geográfica dos investimentos. As empresas contempladas estão localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas que integram a estratégia da chamada para descentralizar o apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação no país.
A concentração de investimentos tecnológicos em determinados centros econômicos é um dos desafios enfrentados por políticas públicas de inovação. Ao contemplar empresas de diferentes regiões, o programa busca fortalecer ambientes empresariais e tecnológicos fora dos principais polos nacionais. A iniciativa também pode ampliar a capacidade de empresas locais desenvolverem soluções próprias e participarem de cadeias de inovação.
O recorte regional não elimina as diferenças existentes entre os ecossistemas de pesquisa e desenvolvimento, mas direciona recursos para territórios que historicamente precisam de mais estímulos para consolidar suas estruturas de inovação. Nesse sentido, a chamada combina o apoio a projetos empresariais com uma política de redução das desigualdades regionais na distribuição de investimentos tecnológicos.
Subvenção econômica conecta pesquisa e setor produtivo
A chamada Mais Inovação Brasil – Subvenção Econômica está voltada a iniciativas empresariais que apresentem potencial de impacto tecnológico, econômico e social. O objetivo é aproximar a produção de conhecimento e o desenvolvimento de soluções das necessidades do setor produtivo, apoiando empresas dispostas a investir em projetos com risco tecnológico.
Na prática, o financiamento público pode contribuir para que propostas avaliadas como inovadoras saiam da etapa de planejamento e avancem em seu desenvolvimento. A seleção de projetos recomendados indica que as propostas passaram por análise no âmbito da chamada, enquanto a suplementação orçamentária permite que mais iniciativas aproveitem essa avaliação favorável.
O anúncio de 16 de outubro também mostra como a disponibilidade orçamentária influencia o alcance de programas de ciência, tecnologia e inovação. A previsão inicial de R$ 300 milhões foi ampliada para R$ 450 milhões justamente para incorporar projetos que estavam fora do limite financeiro. Com isso, o programa passa a contemplar um conjunto maior de empresas e propostas nas três regiões atendidas.
Para o leitor, a medida representa uma nova etapa de execução de uma política pública voltada ao fortalecimento da inovação empresarial. O resultado final dependerá do desenvolvimento dos projetos apoiados, mas a decisão do MCTI e da Finep amplia o acesso a recursos não reembolsáveis e reforça a busca por uma distribuição regional mais equilibrada dos investimentos em tecnologia no Brasil.